Era uma vez, em uma pequena vila cercada por montanhas, um camponês que encontrou um filhote de águia caído entre as pedras. Com pena da pequena criatura, ele levou a águia para casa e a colocou junto às galinhas que criava no quintal.
A águia cresceu ali, ciscando o chão, disputando grãos, batendo asas curtas e desajeitadas. Ela aprendeu a viver como as galinhas: sempre com a cabeça baixa, dando passos rápidos, fazendo voos curtos e tendo medo do céu aberto.
Com o passar do tempo, suas asas ficaram grandes e fortes, mas mesmo assim ela nunca as usava para voar alto. Afinal, ninguém ao redor dela voava.
Certo dia, um viajante passou pela vila e, ao observar o quintal, achou aquilo estranho. Ele disse ao camponês que aquele pássaro não era uma galinha, mas sim uma águia.
O camponês riu e respondeu que até podia ter sido um dia, mas agora não passava de mais uma das suas aves, porque foi criada ali e aprendeu a viver daquele jeito.
O viajante então disse que não importava onde ela tinha sido criada, uma águia sempre será uma águia. Segundo ele, ela só havia esquecido quem realmente era.
A águia olhou ao redor, viu as galinhas ciscando no chão e simplesmente pulou de volta para junto delas.
O camponês disse que já tinha avisado que ela tinha virado uma galinha. Mas o viajante insistiu que não, que ela apenas estava sendo influenciada pelo ambiente.
No dia seguinte, o viajante voltou e levou a águia até o topo de uma colina. Disse a ela que havia nascido para o céu, e não para viver presa ao chão.
Mesmo assim, quando ela olhou para baixo e viu as galinhas, hesitou e voltou.
No terceiro dia, bem cedo, antes do amanhecer, o viajante levou a águia até o alto de uma montanha. O sol começava a nascer, iluminando tudo com uma luz dourada.
Ele segurou a águia e a levantou em direção ao céu, dizendo para ela olhar para o alto, porque aquele era o lugar dela.
Naquele momento, algo mudou. A águia sentiu o vento passando pelas suas penas, viu a imensidão do céu e seu coração começou a bater mais forte.
Ela abriu as asas, ainda com um pouco de dúvida… mas então se lançou.
E voou.
E quanto mais voava, mais ela lembrava quem realmente era.
Subiu cada vez mais alto, até desaparecer no horizonte.
Assim somos nós.
Muitas vezes, o ambiente em que estamos nos molda. As pessoas ao nosso redor, as circunstâncias, tudo isso pode nos fazer esquecer quem realmente somos.
Assim como a águia, enquanto estava entre as galinhas, pensava como galinha, agia como galinha e vivia como galinha.
Mas quando foi retirada daquele ambiente, ela percebeu seu valor e descobriu quem realmente era, conseguiu enxergar o seu valor e descobrir sua verdadeira identidade.
Não deixe que o ambiente, as pessoas ou até mesmo as circunstâncias mudem aquilo que você é — aquilo que Deus escolheu para você ser.
Você não foi criado para viver preso, limitado ou com medo. Existem “gaiolas invisíveis” — emocionais, mentais e espirituais — que tentam te impedir de voar. Mas a sua liberdade não vem de homens, nem de sistemas que aprisionam… vem de Deus.
Espere n’Ele.
Seja águia, não pardal.
Que Deus te abençoe em nome de Jesus.
Que Ele te dê força, renove sua fé e te faça alcançar o sobrenatural.
“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias...” Isaías 40:31
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